A FESTA! PROGRAMAÇÃO! VEM QUE TEM!

A FESTA! 15 anos Coletivo Roça! Inauguração do Espaço Caetés!

Programação

Livros, arte de resistência

17h Salão no térreo

Roda de apresentação de livros e troca entre quem faz e trabalha com livros de pensamentos, em cooperação com a Associação de Trabalhadores de Base (ATB/RJ; @atb.rj) e o Instituto de Estudos Libertários (@ielibertarios)

Com:

Bruno Corrêa de Sá e Benevides do Instituto de Estudos Libertários (IEL) e autor do livro “Revolução, crime político e loucuras: os discursos criminológicos e o anarquismo no Brasil (1890-1930)”, da editora Ácrata (@editoraacrata)

Renato Cafuzo, ilustrador, designer e escritor. Autor de livros infantis como “Moleque Piranha” e “Morro do Dragão” pela editora morulinha (@renatocafuzo)

Rodolpho Jordano Netto, editora anarquista, punk e artesanal Edições Tormenta (@edicoestormenta)

Izabella Motta e Luis Octaviano, editores da Consequência Editora (@consequenciaeditora) pela qual foi lançado o livro “Favelas, resistência e a luta pela soberania alimentar” com participação do Coletivo Roça! pelo Grupo de pesquisa comunitária “Minhocas Urbanas”

17h Segunda andar

Cineminha com pipoca para as crianças com o filme: 

“Animais unidos jamais serão vencidos”

19h00 Salão no térreo

Cartografia colaborativa, ferramenta de resistência

Apresentação e lançamento do “Mapa das Periferias em Movimento” pelo grupo de extensão e pesquisa-ação “Periferias em Movimento/NUREG/UFF”

19h20 Salão no térreo

Filmes, arte de resistência

Com os filmes:

“Saúde no prato, sabor no copo”, 4min, Coletivo Roça! 2025. Apresentação do projeto econômico-comunitário e agroecológico para o Espaço Caetés 

“14 de março”, 15min, Maré/Rio de Janeiro, 2020. Com a presença da atriz e roteirista do filme Geandra Nobre e da roteirista e diretora Jaqueline Andrade (https://www.youtube.com/watch?v=yAIuO5Y4EkA)

“Entre becos e vielas”, 20min, São Paulo, 2025, Loup films. Com a presença da idealizadora, roteirista e pesquisadora do filme Jaciara Souza (https://vimeo.com/1117574086)

Roda de conversa.

21h00 Salão no térreo

Apresentação: “Gira, ciranda da vida” com Abebe e Roberto França

21h30 Salão no térreo

Poesia, arte de resistência

Microfone aberto para o nosso tradicional “Sarau Cultural” para recitar poesias e contos e compartilhar a sua arte

23h00

Música, arte de resistência

Pocket shows e DJ’s para entrar no ritmo da batida e dançar noite adentro

Confirmados:

Us Neguin Q Não C Kala (@usneguin)

Nizaj, Blackowl Records (@blackowl_records; @cavernasoundent)

MC Jean (@mcjeandavp)

MC Jessi (mcjessi_)

Participe! Join us! Mach mit!

Campanha internacional / Campaña internacional / International campaign /Internationale Kampagne

TODA INFO EM PORTUGUÊS AQUI

TODA INFO EN ESPAÑOL AQUÍ

ALL INFO IN ENGLISH HERE

ALLE INFOS AUF DEUTSCH HIER

Vamos juntxs construir o ESPAÇO CAETÉS?

O novo ano se iniciando estamos ansiosos de lançar uma campanha que é fruto de 15 anos de trabalho contínuo e muito amadurecimento. Gostaríamos de convidar a todxs de conhecer a proposta do Espaço Caetés no Morro do Timbau, Maré/Rio de Janeiro. Vamos conseguir construir esse espaço? Vamos ativar a grande rede da qual fazemos parte para que o Espaço possa ser nosso, de todxs nós, muito em breve?

Ajudem a divulgar a campanha e fazer chegar a cada vez mais gente! Tamo juntxs!

Pensamos que o Espaço Caetés é tão necessário quanto possível! Qualquer pequeno apoio pode ajudar torná-lo realidade. O Espaço Caetés pode ser nosso, de todxs nós!

Mandamos um abraço rebelde para todxs e esperamos poder receber uma visita sua no Espaço Caetés em 2025!

Festival Ojo al Sancocho, Ciudad Bolívar, 5 a 12 de Outubro de 2024

Entre os dias 5 e 12 de outubro de 2024 o Coletivo Roça! participou com muita curiosidade, muito prazer e muito a aprender do 17° Festival de Cine e Vídeo Alternativo e Comunitário “Ojo al Sancocho” no bairro de Potosí, nas montanhas de Ciudad Bolívar, Bogotá. Já o início foi lindo, vindo da Maré fomos recebidos no aeroporto de Bogotá para ir diretamente para Ciudad Bolívar, sem ter que nos preocupar com o centro da cidade, uma conexão periferia-periferia do jeito que a precisamos construir e fortalecer cada vez mais!

Uma impressionante mobilização comunitária que apenas é possível pela colaboração de muita gente faz acontecer um festival no qual vimos muitos filmes de coletivos de cine comunitário na sala de cine comunitário, construída com estruturas em bambú, “Potocine”, no campus da escola comunitária “Proyecto Escuela Comunidad” visitamos diferentes partes de Ciudad Bolivar, presenciamos debates com uma diversidade de convidadxs da Colômbia e outros países da América Latina, como Argentina, Ecuador, Venezuela, México, e Brazil, assistimos a apresentações culturais e artísticas, conhecemos e compartilhamos tempo com as crianças que fazem parte da escola de cine comunitário, e assim conhecemos através de um olhar múltiplo e desde abaixo a diversidade das realidades comunitárias dos territórios periféricos do nosso continente. E nos fortalecemos a cada nova refeição com comida popular colombiana no restaurante comunitário de Mari e sua irmã, que impressionaram pela sua capacidade de preparar deliciosos pratos mesmo que na grande escala que o número de participantes demandou.

Conseguimos participar e compartilhar das nossas experiências em três dias de laboratório de teatro, na qual @geandranobre trouxe o legado criativo da @ciamarginal para o alto de Ciudad Bolivar, uma apresentação do nosso trabalho na Maré no Coletivo Roça! (@rocario.mare), conversamos sobre a relação possível entre a ciência e as lutas sociais (@periferiasmovimento) e em uma oficina trabalhamos acerca das constelações de conceitos que acionamos na nossa relação com processos comunitários, proposta que se inspirou no próprio festival (tanto pelo nome – em espanhol caldo é sancocho, como pelos caldos oferecidos em cines nas praças que ocorreram paralelamente em diversas partes de Ciudad Bolívar durante o festival) a finalizar com um grande caldo de conceitos que consideramos importantes para a construção de outros mundos possíveis.

Agradecemos muito pelo convite, pela possibilidade de estar junto e a todxs que fazem esse festival possível, sabendo que o primeiro dia depois de um festival como esse já é, que nem no nosso carnaval, o primeiro dia de preparar a versão do próximo ano. Desejamos vida longa ao festival e com certeza vamos continuar em contato com a comunidade sancocheana! Muchas gracias, compas!

Para quem gostaria de manter contato com a gente, acompanhar nossos trabalhos, visitar nossa querida Maré, aqui os links:

Coletivo Roça!: @rocario.mare

Teia dos Povos: @teiadospovosrj @teiadospovos

Geandra: @geandranobre @ciamarginal @blocosebenzequeda

Timo: @timomesmo @periferiasmovimento

Mais sobre a Maré: @marevive @museudamare https://arquivomuseudamare.org/

Español:

Entre el 5 y el 12 de octubre de 2024, el Colectivo Roça! Participó del 17º Festival de Cine y Video Alternativo y Comunitario «Ojo al Sancocho» en el barrio Potosí, en las montañas de Ciudad Bolívar, Bogotá, con mucha curiosidad, mucho placer y mucho por aprender. Fue un hermoso comienzo: viniendo de Maré fuimos recibidos en el aeropuerto de Bogotá para ir directamente a Ciudad Bolívar, sin tener que preocuparnos por el centro de la ciudad, ¡una conexión periferia-periferia tal como necesitamos construirla y fortalecerla cada vez más!

Una impresionante movilización comunitaria, posible gracias a la colaboración de muchas personas, dio lugar a un festival en el que vimos muchas películas de colectivos cinematográficos comunitarios en la sala de cine comunitaria, construida con estructuras de guadua, «Potocine», en el campus de la escuela comunitaria «Proyecto Escuela Comunidad» y visitamos diferentes partes de Ciudad Bolívar, asistimos a debates con diversos invitados de Colombia y otros países latinoamericanos como Argentina, Ecuador, Venezuela, México y Brasil, vimos presentaciones culturales y artísticas, conocimos y compartimos tiempo con los niños que hacen parte de la escuela de cine comunitaria, y así conocimos la diversidad de realidades comunitarias en los territorios periféricos de nuestro continente a través de una mirada múltiple y desde abajo. Y nos fortalecimos con cada nueva comida de la cocina popular colombiana en el restaurante comunitario dirigido por Mari y su hermana, quienes impresionaron con su habilidad para preparar deliciosos platos aún en la gran escala que requería el número de participantes.

Pudimos participar y compartir nuestras experiencias en un laboratorio de teatro de tres días, en el que @geandranobre llevó el legado creativo de @ciamarginal a las alturas de Ciudad Bolívar, una presentación de nuestro trabajo en Maré en el colectivo Roça! (@rocario.mare), hablamos sobre la posible relación entre ciencia y luchas sociales (@periferiasmovimento) y en un taller trabajamos sobre las constelaciones de conceptos que activamos en nuestra relación con los procesos comunitarios, una propuesta que se inspiró en el propio festival (tanto por el nombre como por los caldos ofrecidos en cines en las plazas que tuvieron lugar paralelamente en distintos puntos de Ciudad Bolívar durante el festival) al terminar con un gran sancocho de conceptos que consideramos importantes para construir otros mundos posibles.

Estamos muy agradecidos por la invitación, por la oportunidad de estar juntos y a todos los que hacen posible este festival, sabiendo que el primer día después de un festival como este es ya, como nuestro carnaval, el primer día de preparación para la versión del próximo año. ¡Le deseamos una larga vida al festival y sin duda seguiremos en contacto con la comunidad Sancocheana! ¡Muchas gracias, compas!

Para aquellos que quieran mantenerse en contacto con nosotros, seguir nuestro trabajo y visitar nuestra querida Maré, aquí están los enlaces:

Colectivo Roça!: @rocario.mare

Teia dos Povos: @teiadospovosrj @teiadospovos

Geandra: @geandranobre @ciamarginal @blocosebenzequeda

Timo: @timomesmo @periferiasmovimento

Más sobre Maré: @marevive @museudamare https://arquivomuseudamare.org/

Festival das Resistências

O Festival das Resistências se propõe a criar um espaço de encontro e troca entre resistências indígenas, pretas, das mulheres, LGBTQIA+, camponesas, das favelas, povos das águas e das florestas, povos das periferias urbanas e rurais. Enfim, todxs que resistimos e apoiamos quem resiste e precisamos nos encontrar para nos fortalecer e seguir firmes nas nossas lutas!

O primeiro Festival foi lindo. Certamente haverá mais. Fiquem atentes!

Insta: @festivaldasresistencias

SEMANA DE ATIVIDADES TEIA DOS POVOS RJ

O mundo outro em movimento

Encontro de troca

Trabalho de base nas favelas e periferias do Rio de Janeiro no contexto de uma América Latina em luta”13 e 15 de maio de 2022, Casa da Lagoa, Ponta Negra, Maricá.

26 pessoas participaram do encontro de troca realizado em meados de maio e passaram dois dias e noites na Casa da Lagoa, Ponta Negra, um lugar de acolhimento e troca, organizado pelo Coletivo Roça! e parceirxs. Os participantes do encontro representaram coletivos de favelas e periferias do Rio de Janeiro, da Baixada, de Teresópolis e de Niterói. Dos grupos convidados conseguiram participar:

Coletivo Formigação (Morro da Formiga), Escola Quilombista Dandara dos Palmares (Alemão), Fala Akari (Acari), Coletivo de Educação Popular e Libertária (CEPL, Parque da Cidade), Cooperativa Gentalha (Niterói), Coletivo Preto Dandaras da Baixada, Coletivo Terra (Baixada), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Favela Cria, Ponto de Luz e Favelinha BL (Teresópolis), Colheres de Pau (Magé), Coletivo Roça! (Maré), Consequência Editora, Associação dxs Trabalhadorxs de Base (ATB, Seções Rio de Janeiro e Teresópolis), Núcleo de Estudo Território e Resistência na Globalização (NUREG/UFF) e o Grupo Colher Urbano (IM/UFRRJ).

No encontro conectamo-nos virtualmente em dois momentos com Raúl Zibechi que estava previsto de participar no encontro, mas não pôde viajar naquele momento por questões de saúde. Os principais momentos de troca foram a roda de apresentação dos trabalhos de base de cada grupo, encontro de troca virtual com o Raúl Zibechi, oficina de mapeio coletivo e relato do encontro da Teia dos Povos na Bahia pelos coletivos Formigação e Roça! com entrega da “Carta das Teias dos Povos do Brasil” ao grupo.

Tirarmos assim um final de semana para nos atualizar em relação aos nossos trabalhos de base nessa fase de aliviamento da crise sanitária enquanto a crise econômica e social segue se agravando nas periferias: Como estamos indo nas nossas bases? E como está a situação nas favelas e periferias onde atuamos? Como podemos colaborar para nos fortalecer? Além de muito aprendizado o encontro foi revigorante para todes. Muito bom saber dos muitos trabalhos de formiga avançando nos mais diversos lugares e territórios da nossa região metropolitana. Trabalhos com cursos pré-vestibulares, rodas culturais, hortas urbanas, pequenas escolas comunitárias, apoio alimentar para as famílias que mais sofrem com a crise nas periferias, economias coletivas em pequenas cooperativas. Diante da imensidão dos desafios que enfrentamos, somos pequenxs, mas a maior árvore que seja, não nasce de uma pequena semente?

Os grupos entraram em comum acordo no final do encontro de continuar em articulação e organizar encontros futuros nos diversos territórios em que atuam a tambem sinalizaram muito interesse em tecer junto a Teia dos Povos no Rio de Janeiro, tarefa coletiva esta que trouxemos da noss participação no Ecnontro Nacional das Teias (vide postagem abaixo).

Foi crucial para o encontro o apoio financeiro da ATB e do SINDSCOPE, aos quais agradecemos!

Teia dos Povos – I Encontro Nacional das Teias

Teia dos Povos – I Encontro Nacional das Teias

Maio 2022 – Assentamento Terra Vista, Arataca, Bahia

– Relato de participação e proposta de tecermos a Teia dos Povos no Rio de Janeiro –

“Do dia 05 ao dia 09 de maio de 2022 aconteceu o I Encontro Nacional das Teias dos Povos, sob o tema “Tecendo Alianças para Fortalecer Nossas Lutas pelo Bem Viver dos Povos”. Trazendo consigo suas ancestralidades, encantarias, memórias de luta, saberes tradicionais e anseios de partilha, fizeram-se presentes articuladoras e articuladores de diversas regiões do Brasil em mais um passo na construção da grande aliança preta, indígena e popular tendo como princípios a luta por terra, território e bem viver.

“A Teia da Bahia acolheu, durante esses quatro dias, no Assentamento Terra Vista, na cidade de Arataca, no sul da estado, quebradeiras de coco, povos originários, quilombolas, pescadores artesanais, assentados e assentadas, angoleiros e angoleiras, sertanejos e sertanejas, camponeses e camponesas, povo de terreiro e aliadas e aliados, que vieram dos estados do Maranhão, Ceará, Pernambuco, São Paulo, Rondônia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nestes dias de Encontro, fortalecemos a relação entre as Teias através dos cantos sagrados, dos tambores, do rezo, da presença dos encantados, das lutas tradicionais, da alimentação saudável, das trocas afetivas e das discussões de horizontes.” (Trechos citados da Carta das Teias dos Povos do Brasil)

Do Rio de Janeiro participamos como pequena delegação do encontro, representando os Coletivos Formigação (Morro da Formiga/Tijuca) e Roça! (Maré) e a Associação dos Trabalhadores de Base (ATB/RJ), com apoio para as passagens da própria Teia dos Povos e da ATB/RJ. A diversidade, a experiência de companheiras e companheiros referências em luta por terra e território de lideranças de diversos povos e territórios, a articulação entre espiritualidade, ancestralidade e luta por dignidade fizeram do encontro uma experiência incrível. Em quatro dias de trocas, rituais, compartilhamento de experiências nos territórios, conversas sobre próximos passos, levados com muita seriedade ao mesmo tempo que muita alegria e sinceriedade, marcaram o encontro. E no ritual de encerramento as delegações dos estados Rondônia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul receberam das mãos de lutadoras das Teias do Maranhão e da Bahia, onde a Teia se tece a mais de dez anos, baneres da Teia, costurados com muito carinho, fortalecendo o compromisso de levar a proposta da Teia para lutas por terra e território em cada vez mais cantos do Brasil.

Enquanto grupo do Rio de Janeiro que participamos do encontro voltamos do Assentamento Terra Vista e trazemos desse encontro de convergências de rebeldia e dignidade uma tarefa não de um ou dois, e sim de muitos anos daqui pela frente, não de uma ou duas, e sim de muitas pessoas, bem expressa na Carta das Teias dos Povos:

“Retornaremos aos nossos territórios como sementes e brotando espiritualidade regada pelas práticas tradicionais e agroecológicas para nos enraizarmos em nosso lugar de bem viver. Convocamos todos os povos de Pindorama para estarmos juntos e traçar os fios desta grande teia.

Sempre lembrando que o que nos une é maior do que aquilo que nos separa!”

Trazemos essa tarefa com a humildade de quem sabe o limite do alcançe de seus passos, e ao mesmo tempo carrega a esperança de que muitas, muitos e muites se sintam tão inspirados pela proposta da Teia quanto a gente e cheguem juntos para tecê-lá.

Morro da Formiga e Timbau/Maré, 27/5/2022

Coletivo Formigação, Coletivo Roça! e ATB/RJ

Para quem gostaria de saber mais, chegar junto para tecer a Teia no Rio de Janeiro, entrem em contato (Por exemplo via email do Coletivo Roça!: caminhosdaroca@gmail.com)

Um relato amplo com fotos do encontro da Teia dos Povos encontra-se em https://teiadospovos.org/assentamento-terra-vista-recebe-o-i-encontro-nacional-das-teias-dos-povos/

A Carta das Teias dos Povos do Brasil do 08/05/2022 encontra-se em https://teiadospovos.org/carta-das-teias-dos-povos-do-brasil/

FAVELA, RESISTÊNCIA E A LUTA PELA SOBERANIA ALIMENTAR

LANÇAMENTO EM PRÉ-VENDA PELA EDITORA CONSEQUÊNCIA!

FAVELA, RESISTÊNCIA E A LUTA PELA SOBERANIA ALIMENTAR, de Antonis Vradis, Christos Filippidis, Timo Bartholl e Minhocas Urbanas

Queridxs. O Coletivo Roça! foi parceiro local da pesquisa cujas experiências são refletidas neste livro.

Link de pré-venda: http://www.consequenciaeditora.net.br/p-11232876-FAVELA,RESISTENCIA-E-A-LUTA-PELA-SOBERANIA-ALIMENTAR.Antonis-Vradis,Christos-Filippidis,Timo-Bartholl,Minhocas-Urbanas.Postagem-a-partir-3-9-21

Site do projeto: https://soberania-alimentar-mare.home.blog/

Sobre o livro:
“O termo soberania alimentar foi cunhado pela Via Campesina, em oposição à segurança alimentar . Os códigos do liberalismo segurança alimentar, adequação nutricional, equilíbrio calórico não são termos para a cessação da fome, mas para a sua gestão permanente. É difícil analisar a condição permanente de 2 bilhões de pessoas em insegurança alimentar ou o aumento do número de pessoas desnutridas, mesmo antes da covid-19 e suas recessões, de qualquer outra forma. Ao invés de adiar a promessa do fim da fome como faz a segurança alimentar, a soberania alimentar refere-se às condições políticas necessárias para que todas as pessoas possam se alimentar com dignidade.

Uma forma de analisar a soberania alimentar é como o direito de ter direitos sobre o sistema alimentar . Para que quaisquer direitos sejam eficazes, eles precisam de um Estado disposto a aplicá-los. Na Maré, direitos são uma promessa adiada. Favelas são lugares para os quais o Estado prometeu desenvolvimento, mas não concretizou ainda. Elas são, para reposicionar a frase de Dipesh Chakrabarty, uma sala de espera da História. Seria um erro, no entanto, presumir que só porque o Estado pede paciência às suas cidadãs e seus cidadãos, ela seja oferecida de bom grado. A fim de impor essa paciência, o Estado implantou um conjunto de violência, do qual a insegurança alimentar faz parte. Como podem cidadãs e cidadãos terem o direito de ter direitos quando o Estado é o inimigo.”

É com essa provocação que Raj Patel, acadêmico, jornalista, militante e escritor britânico-indiano que visitou o território em meio ao qual nascem as reflexões deste livro para a Semana da Soberania Alimentar na Maré 2018, apresenta esse livro de autoria coletiva dos pesquisadores Antonis Vradis, Christos Fillippidis, Timo Bartholl e do grupo de pesquisa comunitária Minhocas Urbanas. E são questões como essa que o livro Favela, resistência e a luta pela soberania alimentar propõe-se a discutir, com base em um processo de pesquisa-ação, realizado entre os anos de 2017 e 2019 nas e a partir das favelas da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro.

TEIA DOS POVOS ESCREVE SOBRE NOSSO TRABALHO

A Teia dos Povos elaborou uma matéria bastante completa do nosso trabalho e das questões que nos procupam e movimentam. Confiram no site da Teia: https://teiadospovos.org/10-coletivo-roca-mare-rj/

Também fizeram uma matéria do nosso parceiro de longa data Movimento das Conunidades Populares (MCP): https://teiadospovos.org/6-comunidade-chico-mendes-rj-mcp/